"Aproveite e tire de seu "armário" aquelas pessoas negativas,tóxicas

e sem entusiasmo que tentam te arrastar para o fundo

dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.

A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia,

e lá vai você com elas... junte-se a pessoas ENTUSIASMADAS

que o apoiem em seus sonhos, projetos pessoais e profissionais. "

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O Santo Graal


Chegou a hora..

Porque te angustias tanto, se estou sempre perto de ti?
por acaso esqueceste de mim?
Onde está o teu sorriso?
Onde se escondeu a tua determinação
por acaso sois menos valoroso que outrora?

Claro que não!

Olha ao vento e vê teus sonhos a te fitar, passeando sem rumo.
Prontos, pacientes,aguardando que você os chame mais uma vez.

Tal qual Arthur,
Você é um predestinado a vencer, e vencer...

"Onde está a magia?", tu me perguntas.

Por acaso esquecestes de tua própria natureza?

És filho do pai de toda a criação,herança melhor não poderias receber...
Foste escolhido entre milhões para receber esta missão, e ninguém
mais a terá, exceto tu...

Contempla teu próprio destino, e alegra-te...
Pois hoje brilho em você uma vez mais.
Hoje, teu espírito se agita, ergue tua
espada e a usa para defender o que acredita
e mais ama...

Observa teus princípios, seja humilde mas jamais inferior!
Pois tua missão te garante o sucesso
Cabe apenas a ti decidir por ele...

Cria tua oportunidade,não a deixes escapar.
Trabalha, persevera que tua glória há de chegar
Auxilia, jamais dê as costas,seja ao inimigo, seja a um amigo.

Pois hoje tu renasces, bebe de meu cálice uma vez mais,
renascendo para a tua glória.
E quem a ti contemplar,
Notará em teus olhos que estou de volta,
a personificação da tua maior procura, e a dele,
e a de todos.

Neste momento, estende tua mão, e compartilha de
nossa essência com ele.
É que, embora sejamos feitos um para o outro,
podemos despertar os adormecidos
e dar-lhes nova razão para sorrir, e acreditar.



Eu sou o teu Graal, sou tua própria essência.
Sou aquele que acompanhará até o último de teus dias,
ainda que insistas em me esquecer
pois sem mim tua vida é uma espada sem corte,
um escudo estilhaçado
e uma armadura sem utilidade.
Seu teu melhor aliado,
tua melhor arma...
Tua melhor defesa.

Sou tua esperança de um bom combate,
Tua certeza de vitória.
Sou tua crença...
...e sou teu sonho


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O Rei Arthur - Introdução


"Voltarei quando a Bretanha precisar de mim".

Com essa frase histórica, segundo as lendas inglesas, Arthur, o maior de todos os reis de sua história abandonou este mundo, depois de transformar a vida dos habitantes por completo, com a unificação das ilhas e expulsão dos invasores, trazendo à glória. E por que não dizer também, os conduzindo à queda.

Teriam, esses fatos, realmente acontecido?

Não importa. Uma lenda fora forjada atravessando sua época e trazendo a mística, os ideais de cavalaria e a busca incessante por um mundo melhor, próspero e justo. Os efeitos de Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda ecoam até hoje como simpáticos, não importa quanto tempo passe, ou quantas vezes os escutemos. Decerto, quem os escuta, nunca os esquece.

"Este é o segredo de todo o sucesso. Aí reside a magia."

Os trovadores – figuras folclóricas, que sempre foram retratados em livros como condutores de entretenimento para as cortes de todo o mundo – na verdade fazem muito mais, sendo para o povo o que Merlin foi para Arthur: conselheiros. Havia alguma coisa errada na vida de um camponês? Bastava ouvir uma canção a respeito das virtudes de Arthur e o simples homem do campo ganhava força para continuar. Orgulhoso pela forma que a vida mostrava-se próspera? Bastava um simples exemplo de falha por parte de um cavaleiro da Távola e o orgulho era trocado pela cautela e prudência. Em um tempo em que não haviam escolas e que apenas os mais ricos podiam aprender, os trovadores levaram o ensino às ruas, constituindo não somente a fama de uma lenda, mas toda uma revolução no comportamento do povo bretão.

Arthur voltará? Com certeza, pois ele nunca foi embora. Habita os corações e mentes da humanidade, um a um. Dormindo. Aguardando. Esperando que seja necessário trazer seus ideais mais uma vez à tona, e conduzir cada um novamente a glória.

Só depende de cada um de nós fazê-lo. E não existiu ou existirá hora melhor que agora.



A LENDA

Há muito tempo atrás, as ilhas Britânicas eram uma terra conhecida como Logres, rebatizada para Bretanha, em virtude da chegada dos romanos. Como era comum a seu império, Roma começou o processo de colonização da ilha, e lei e ordem instalaram-se em sua nova colônia. Junto com o progresso, vieram também a religião cristã e seus inevitáveis conflitos com os povos pagãos, cujas crenças acreditavam nos espíritos da terra.

Com a queda do império cerca de 400 anos depois, os romanos abandonaram a ilha, deixando à margem uma ampla vantagem para piratas europeus dominarem o território. Embora líderes se opusessem aos invasores, seu poder de revide não era suficiente. Feudos foram criados, e o povo sentia cada vez mais uma necessidade de alguém, um rei que pudesse unificar as ilhas e trazer novamente a prosperidade e à paz. No meio de todo estes conflitos surgia um jovem de nome Uther, que começava a reunir forças contra o rei Vortigen, que manipulava saxões e dinamarqueses a seu favor em troca da exploração da terra. Sua fama se espalhou e os feudos aos poucos iam juntando-se a seu reinado, e a Bretanha dava sinais de prosperidade futuramente.

Uther era auxiliado por um conselho de reis e cavaleiros, mas Merlin era o principal de todos eles. Ajudou o jovem Uther em muitas ocasiões, inclusive a aproximar-se daquela que seria sua futura esposa, a Duquesa Igraine, do condado da Cornualha. Uther matou o duque com a ajuda de Merlin, para que não caísse em seus ombros a culpa do crime. Embora tudo florescesse como um novo amanhecer para as ilhas, logo após o filho de Uther nascer, Merlin o chamou.

O mago foi direto em sua colocação: sabia que o fim de Uther estava próximo, e temia pela vida do jovem Arthur. Tomado por grande dor, Uther concordou em que Merlin escondesse seu filho, para que pudesse reclamar o trono quando fosse chegada a hora. Não tardou até que Uther fosse acometido de uma febre que ceifara-lhe a vida. Seus homens passaram a duelar entre si, e os saxões, contemplando o novo caos que se instalava, trouxeram seus exércitos, e conquistaram mais e mais postos. Arthur fora entregue sob os cuidados de Sir Hector, um nobre cavaleiro e tomado como filho adotivo.


O tempo passou e cerca de dezoito anos depois, surge Merlin dos vales profundos da região de Gales, fazendo um caminho reto até Londres. Ao chegar, mandou uma mensagem ao arcebispo da Cantuária, que um novo rei estava para surgir, e ele seria ainda mais glorioso que Uther sequer imaginaria ser. Dias de paz se aproximavam e todos os nobres deveriam comparecer à catedral no dia do nascimento de Cristo para saber quem ele seria. E o prestígio de Merlin era tamanho que ninguém, pagão ou cristão era louco o suficiente para desfazer de suas palavras. No dia marcado, todos encontravam-se dentro da catedral quando ao sair encontraram uma espada incrustada numa pedra com os seguintes dizeres:

"Aquele que arrancar da pedra essa espada será o legítimo rei de toda a Bretanha".

E eis que muitos tentaram e nenhum deles conseguiu. Indagavam entre si quem seria capaz de fazê-lo. Merlin sugeriu um torneio, a ser realizado no ano novo, para facilitar a procura. Logo a notícia se espalhou e cavaleiros de todas as localidades convergiam até Londres, na esperança de ser aquele que conseguiria realizar a façanha. Sir Hector também viera para o torneio, e trouxera Arthur, que servia de escudeiro para Kay, seu irmão adotivo. Com o torneio prestes a começar, Kay notara uma falha imperdoável: na pressa de competir, esquecera sua espada na estalagem onde estavam. Pediu a Arthur que fosse buscá-la sem demora, mas qual a surpresa do jovem e encontrar o local fechado, sem ninguém para abri-lo. No caminho de volta, Arthur encontrou a espada enterrada na pedra, e na pressa de ajudar Kay, não pensou muito: desceu do cavalo, puxou a espada sem muito esforço e, sem ter tempo para ler o que estava escrito na pedra, voltou rapidamente para o torneio.

Kay, ao Ter a espada em mãos logo a reconheceu, e um tumulto se formou. Ninguém acreditava que Arthur, um menino, conseguiria fazer tamanha façanha. Voltando ao local, depositaram a espada novamente em seu lugar e todos tentaram, mais uma vez, um a um. Somente Arthur foi capaz de fazê-lo, mais uma vez, e quantas vezes foram necessárias até que o povo o aclamasse rei, e os demais, vendo que não poderiam governar com a antipatia do povo, reconheceram como Rei de toda a Bretanha.

Mas, para governá-la, era preciso unificá-la. Arthur, reino após reino, ia juntando aliados, derrotando inimigos e trazendo paz e esperança. Uma ordem formou-se no dia de seu casamento – A Ordem da Távola Redonda – reunindo os melhores cavaleiros de todo o reino. Juntos eles aumentavam ainda mais a popularidade e o senso de justiça do Rei Arthur. Não tardou para que a Bretanha atingisse sua meta de unificação, e o rei só não ousou adentrar mar adentro e conquistar outras terras pois temeu por traição.

Mas, manter a paz é mais difícil que conquistá-la, principalmente com conspiradores dentro do reino. Um de seus opositores era a sua Morgana, sua meia-irmã. Ela, e mais o ócio a que os cavaleiros se submeteram após a unificação das ilhas levou-os a um ostracismo tamanho, no qual intrigas da corte – o amor de Lancelot pela Rainha Guinevere, o desaparecimento de Merlin – contribuíram, para que em algum tempo, cada um tentasse rebuscar uma glória que não existia mais. A busca pelo Santo Graal – o cálice que Cristo usou em sua última ceia – foi uma tentativa nobre pelos fins, mas jamais pelos meios. Incontáveis cavaleiros perderam suas vidas nesta busca, e assim que Galahad, filho de Lancelot conseguiu arrebatá-lo, o reinado de Arthur e a ordem da Távola não passavam de simples fantasmas. A decadência tomou conta da terra que um dia se chamou Logres.


Em batalha com seu filho Mordred, Arthur foi mortalmente ferido, e então, de forma tão majestosa como aparecera, desapareceu dos olhos humanos numa barca em direção à Avalon, uma terra mágica de onde lhe fora confiada Excalibur, a mais poderosa de todas as espadas.

Em seu lábio, uma promessa. A de voltar quando sua terra necessitasse.

Não foi o fim da lenda. Mas o começo.



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Versões da Lenda do Rei Arthur

Há duas versões da lenda para a transformação de Arthur em Rei, são elas:



A Versão da Excalibur:

Conta essa versão que Uther Pendragon estava sendo perseguido por inimigos que lhe armaram uma emboscada e antes de morrer fincou a sua espada mágica numa pedra e disse que o próximo rei seria quem a retirasse desta pedra.

Para satisfazer suas vontades de se transformarem em rei, todos os grandes guerreiros tentaram, e passaram a organizar torneios anuais onde o vencedor receberia a chance de tentar retirar a espada mágica da rocha. Arthur, nessa época, era criado por Ectório e era o seu filho mais novo (de criação) e ele, como acontecia na era medieval, era o Pajem de seu irmão mais velho Cai.

Numa dessas batalhas Arthur perdeu a espada de Cai e quando viu a espada encravada na rocha retirou-a e levou-a a seu pai. Neste momento alguns se ajoelharam e um outro senhor, Ban da Bretanha, jurou Guerra ao bastardo. Começada a guerra, Arthur imobilizou Ban e pediu para Ban jurar fidelidade a ele. Ban disse que não juraria fidelidade a um rei que não tivesse ainda se tornado um cavalheiro de verdade.

E Arthur, sem pestanejar disse: "Estás certo meu senhor, faça-me então cavalheiro e jure fidelidade ao seu rei." Diante disso, Ban não acreditando na coragem do jovem, tomou a Excalibur em suas mãos e fê-lo cavalheiro jurando-lhe fidelidade diante de todos os seus soldados. Assim, Arthur foi feito rei de toda a grande Bretanha.


A Versão das Brumas:

Igraine foi forçada por Viviane a se deitar com Uther para que ele lhe fizesse um filho.

Depois disso, Arthur foi dado a Ectório para ser criado como um bastardo, visto que ele fora feito enquanto Igraine ainda era mulher de Gorlois da Cornualha, e isso não seria aceito por seus súditos.

Quando Uther morreu, Arthur foi levado para Avalon para ser coroado de acordo com as celebrações do Gamo-Rei, e depois do ritual ele teve que se deitar com a Deusa incorporando o gamo, para com isso finalizar a sua coroação.

Após a coroação, Arthur recebeu a espada mágica excalibur que tinha uma bainha confeccionada pelas mãos das sacerdotisas de Avalon, e seus símbolos significavam as mágicas que ela continha. Para a confecção dessa bainha, a sacerdotisa dava também seu sangue para a magia, e dentre outras mágicas, a bainha continha a proteção contra ferimentos e desmaios.

Com essa espada e a bandeira do pendragon mantida como a bandeira do reino, Arthur conseguia que os povos antigos fossem seus aliados para o resto da sua vida. E não feria as tradições da Igreja Católica, uma outra forte aliada. Nesta cerimônia, Arthur jurou fidelidade aos preceitos da Antiga Religião.

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O Rei Arthur


Como Arthur conseguiu retirar a espada da pedra? Porque ele era herdeiro legítimo do trono? Sim. Porque, entre todos os cavaleiros e nobres presentes ele era o mais qualificado? Talvez. Mas, diante de todas essas afirmativas, e levando-se em consideração o espanto dos reis e demais cavaleiros, seriam essas respostas suficientes para o próprio Arthur?

Não.

Mas, afinal de contas, o que teria levado Arthur a triunfar? Imagine-se naqueles tempos, desde cedo criado para ser cavaleiro, nobre, etc.; disciplinas, aventuras e mais aventuras jogadas políticas e um trono vazio, esperando por um rei, uma pessoa de visão para ter sucesso onde todos os demais falharam ao longo dos anos – havia muita pressão no ar, de todos os lados e castas sociais. Podemos dizer que o problema começava em casa; qualquer um poderia sonhar em alcançar tamanha glória! Todos tentam, um a um, vencer o desafio da espada e, apesar de sua simplicidade, fracassaram. Então, um jovem sem pretensão alguma puxa a espada, as esperanças de uma nação inteira por entre as mãos, sem o menor esforço! Porque? A resposta é a responsabilidade.

"A responsabilidade deve ser uma disciplina, jamais uma cobrança."

Embora nobre de berço, Arthur fora criado no meio do povo, por seu pai adotivo ser um antigo cavaleiro, aprendeu as artes da guerra, demonstrando impecável interesse na parte tática e estratégia, com seu irmão Kay, aprendeu as artes do combate físico, mantendo assim um equilíbrio entre mente e corpo. Mais importante: todo conhecimento que aprendia, Arthur usava. Apesar das dificuldades comuns a uma vida de proletariado, pode-se concluir que era feliz, e que tinha planos de ser um cavaleiro, quem sabe com fama e reputação em toda a Bretanha. Qual a diferença entre Arthur e um nobre que tenha fracassado?

Já tentou fazer algum projeto, ou algo que lhe fora confiado e saber da responsabilidade do seu sucesso ou fracasso? Temos por natureza comum imaginar sempre a parte negativa: por mais que as chances sejam de 50% de ambos acorrerem, tememos pela falha. O projeto prossegue, e o fantasma do fracasso te acompanha... no fim você sai vitorioso. Talvez, se não estivesse com um pensamento negativo a perturbá-lo, seu trabalho seria bem mais produtivo e as chances de conclusão e sucesso seriam mais rápidas e satisfatórias.

Arthur triunfou, pois sobre ele não pesava a cobrança, mas ao fazê-lo, ele assumiu a noção da responsabilidade. Os nobres, que não hesitaram em apreciar o resultado se cada um deles tivessem sucesso, agora faziam pouco do verdadeiro eleito; uma peculiaridade do ser humano: se eu não posso, ninguém mais pode. Imaginamos estar sempre preparados. Sempre em forma para todos os testes que a vida nos oferece. E quando falhamos, e alguém prossegue, acreditamos que estamos competindo de forma justa. Não nos permitimos falhar nunca, sem dar conta de que aprendemos muito mais com os erros do que com os acertos. Como poderemos melhorar, superar nossos limites se tudo o que tentamos resulta em vitórias, sem resistência? O erro, é um mal necessário, é o seu maior professor, embora muitas das vezes não queiramos ouvi-lo.

E qual a surpresa de Arthur ao ver que conseguira! Espanto e indignação por parte dos nobres, até que Merlin interviesse, revelando a natureza real de Arthur. Para o próprio, isto era o que menos importava naquele instante, pois a espada em suas mãos o transformara em uma fração de segundo de camponês a rei, a responsabilidade batia a sua porta como um cobrador de impostos feroz! Resistiria ele, às pressões? Seria capaz?

Dúvidas que passam em nossas mentes quando somos incumbidos de alguma grande tarefa, ou uma inesperada promoção. Aí está, outro fator que Arthur nos deixa como lição: a auto-estima, sem alcançar a prepotência.

Embora não possuísse autoridade proclamada, ele conclamou a todos os reis a se unirem, e sob seu domínio unificarem toda a Bretanha. Atitude mais que louvável, pois Arthur notara em sua infância que devemos aceitar e pedir ajuda, não somos auto-suficientes em todas as áreas. Lembre uma música que você goste muito. Talvez o ritmo, ou a letra o agrade mais. Agora, compartilhe isso com outras pessoas; vai chegar à conclusão que nem todos concordam com seu ponto de vista. Isso decorre da diferença das formas de olhar o mundo. O que você enxerga com tanta clareza e simplicidade pode ser completamente difícil para outra pessoa. Analistas de sistemas podem ser imbatíveis em cálculos matemáticos e linguagens de computação, mas entregue um violão em suas mãos e veja se terão o mesmo resultado!

Aceitando ajuda, Arthur toma precauções para ser um rei bem sucedido: Merlin o aconselha pessoalmente, guia seus passos, e os reis que o apoiaram auxiliam na parte prática na hora de implantar suas idéias. Mas uma vez, usando os conhecimentos para aplicar em algo realizável. Quantas vezes nos deparamos com problemas em que chegamos em uma situação limite, na qual uma pessoa de fora talvez enxergue melhor? Um pneu de carro pode ser trocado com mais eficácia se recebermos uma ajuda, não somente porque são duas pessoas a realizar o trabalho, mas sim o desgaste psicológico no caso de contratempos será menor.

Saber aproveitar as oportunidades quando elas aparecem, e poder contar com as pessoas certas é importante no sucesso de cada pessoa. Assim, como seus primeiros atos, Arthur pode não ter agradado a todos os nobres – e alguns ele teve que provar que era digno por atos e não apenas palavras – que estavam presentes ao feito, mas conseguiu o mais importante de todos os respaldos: o apoio do povo. Imagine você com poderes para mudar sua vida – como fizemos com Merlin anteriormente – mas por um prisma diferente, desta vez você não conta com conhecimentos extraordinário, não pode mudar a vida de centenas de pessoas com magia, seus conhecimentos são acessíveis a qualquer pessoa que se interesse em aprender. Você é apenas... você.

Acha isso pouco? Olhe para alguém que você conheça, um amigo ou vizinho que alcançou sucesso em pouco tempo. Biologicamente, ele é diferente de você? Claro que não! O que nos diferencia são as escolhas que fazemos ao longo da vida; oportunidades aparecem todo o instante, o universo as coloca em nossa porta toda hora. Basta que prestemos atenção em seu chamado. E escolher a mais adequada para nós, no momento certo.

Arthur também teve sua escolha; ele pôde observar. Viu o que poderia fazer de seu destino, e não impô-lo aos outros; por isso contou com ajuda de outros para que cruzasse em um único ponto que fizesse sentido. Mais importante de tudo: Arthur conhecia seus limites, e os limites do próprio povo. Sabia como ultrapassá-lo, e decidiu fazê-lo. Tinha noção da responsabilidade, mas não a aceitou como um fardo pesado e sim como uma grande aliada.

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Mais informações sobre o Rei Arthur...


Arthur, o rei, é a personagem principal desta lenda. Ele foi coroado aos 15 anos, após a cerimônia do Gamo Rei, onde ganhou a Excalibur (sua espada mágica). Existem duas versões para esta história, que serão contadas mais adiante.Ele teve uma irmã (Morgana) e um irmão de criação (Cai), sua mãe (Igraine) era filha da Senhora de Avalon e irmã de Viviane (Sacerdotisa atual de Avalon na saga). O Mago Merlim é pai da mãe de Arthur, seu avô de direito.

Arthur não teve filhos de seu conhecimento, mas ele foi pai em conjunto com Morgana no ritual do Gamo Rei. Morgana nunca contou ao seu irmão sobre o acontecido, visto que nesse ritual os corpos eram doados aos deuses para a unificação do ritual que será explicado na história do "Gamo Rei".

Arthur criou a Távola Redonda, onde todos os seus cavaleiros se sentavam à uma mesa redonda de acordo que não houvesse ponta nem cabeceiras, reafirmando que todos eram iguais perante ao rei e perante ao Cristo.Arthur traiu o povo das fadas (seus familiares por parte de mãe) ao negar a bandeira do Pendragon e instituir em Camelot a bandeira com a cruz do Cristo e a Virgem Maria.

Essa bandeira foi confeccionada por Guinevere, sua esposa e rainha de Camelot. Arthur, após a mudança do reino de Tintagel para Camelot, começou a dar ouvidos a sua esposa e fazer tudo o que ela queria, com isso negou aos seus ancestrais, traiu o povo de Avalon e instituiu uma religião una em toda a Bretanha, o Cristianismo.


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A Rainha Guinevere


Guinevere (ou Gwen) ainda era uma moça quando se casou. Ela foi aceita pelo rei que nem mesmo a conhecia; mais por causa do seu dote do que por qualquer outra coisa. Gwen trazia consigo 100 cavalos de guerra pesados e 100 soldados para montá-los. Arthur ao vê-la encantou-se, mas o coração de Gwen já era de Lancelot do Lago, o chefe da cavalaria de Arthur.

Gwen teve dias felizes em Camelot e em Tintagel, mas o seu amor proibido fazia com que uma angústia enorme acompanhasse a Rainha da Bretanha. Gwen não era tão boazinha quanto parece: ela tornou-se uma mulher fria, calculista e vingativa; deu forças para que Morgana se casasse com um velho rei e fez com que Lancelot tomasse ódio de Morgana. Guinevere tinha muitos ciúmes de Morgana; a rainha era também muito católica e fez com que Arthur trocasse a bandeira do Pendragon pela cruz do Cristianismo e com isso criou o início da decadência do reinado do seu marido.

Guinevere também mantinha encontros furtivos com seu verdadeiro amor, Lancelot. A figura da rainha é retratada como a mulher que se impõe num regime onde ela não tem vez. Guinevere e Morgana formam a espinha dorsal da trama e desencadeiam todas as histórias que acontecem dentro do reino. Guinevere é exilada mais tarde por Arthur devido a sua vida "indigna" com Lancelot.

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O Mago Merlim


Se você tivesse consciência de que seu destino já havia sido traçado desde o início dos tempos, e que os caminhos pelos quais você trilharia não seria nada agradáveis, ainda que produtivos, o que você faria?

Com certeza, essa é uma pergunta difícil de se responder, mas foi a ela que Merlin, o personagem mais importante dentro da lenda de Arthur enfrentou desde o dia de seu nascimento. Segundo contos celtas, Merlin nasceu da união de um íncubo com uma virgem, e para os católicos, não um demônio menor, e sim Lúcifer, o pai de todos eles. Não importa quem, basta apenas para nós que Merlin não era encarado como simplesmente mortal, e sim sobrenatural.

Mas, pensemos. O que é Merlin, senão um sujeito dotado de grande conhecimento, que sabe das consequências de seus atos e tem o poder para mudá-los? Pois, nascido dessa feita, já sabia do que se sucederia, sua infância, seus rituais na magia, e sua interferência nos assuntos da Bretanha, de Uther a Arthur, seu filho. Não poderia Merlin simplesmente deixar tudo isso de lado e seguir a vida que quisesse? Poderia, mas, se você tivesse essa chance faria o mesmo, ou utilizaria o conhecimento de uma forma construtiva tanto para você quanto para os demais? Afinal de contas, estamos falando do destino de um reino, uma nação, talvez do mundo inteiro, uma vez que a lenda de Arthur influenciou várias culturas após seu surgimento – na França de Luís XIV era comum o interesse por Arthur, Lancelot e Guinevere. No nosso caso, não poderíamos mudar o destino de nossos pais, irmãos e filhos? Não estaria Merlin dando a si mesmo um pouco de liberdade de escolha, e fazer o que lhe aprouvesse? Afinal de contas, tudo residia em suas mãos!

Aqui vai o primeiro recado da lenda de Arthur:

"Você controla o seu destino, e cabe a você realizá-lo. Mas não importa isso aos demais."

Merlin tinha consciência de que tudo conspirava para uma perfeita realização dos feitos que se seguiriam: o interesse de Uther por Igraine, a duquesa da Cornualha. Era a hora, o momento há muito construído pelos fatos da vida, que passam desapercebidos em primeiro momento, mas se encontram em algum ponto, formando um contexto.

Quando estudamos, assuntos são tratados exaustivamente sem que vejamos um resultado prático em nossas vidas, e em algum momento futuro, reagimos quase que por instinto, pois já o sabíamos por haver estudado e sermos capazes de reconhecer o assunto. Mas suponha que isso não aconteça: foi perda de tempo, então?

Nenhum conhecimento é inútil. Cabe a você descobrir a melhor forma de usá-lo. Seja em uma ação de trabalho, seja para conduzi-lo a algum lugar, seja para fazer presença numa roda de amigos. Tudo o que você aprender faz parte de você, não deixa de ser uma faceta de sua personalidade, ainda que maleável, que você molda conforme seus interesses e as necessidades do momento. Existe uma história sobre o rei Vortigen que construiu um reino sob a lei da espada e sangue, refugiando-se em uma torre como esconderijo. Um dia, a torre foi abalada por severos tremores, e apesar da presença de dois magos, nenhum deles foi capaz de solucionar o problema. Irado, o rei, sabendo da existência de Merlin, ainda menino, que realizava grandes feitos, mandou chamá-lo. Rapidamente, ele desvendou o assunto: dois dragões duelavam nos confins da terra, abalando as estruturas da torre. E quando o dragão vermelho vencesse o branco, o reinado de Vortigen chagaria ao fim. Com esse ato, Merlin mandava o mesmo recado duas vezes; pois, mostrando o mistério da torre, demonstrava aos dois magos que o novo deveria suceder ao velho, tanto em seu caso quanto ao rei Vortigen, visto que aquela profecia seria cumprida quando Arthur assumisse seu trono.

Note que Merlin profetizou, mas não colocou em prática de imediato. Sabia o que estaria por vir, apenas aguardou o seu momento. Cristo, outro grande professor – interpretado muitas vezes de forma errada – disse certa vez: "Vigieis, pois não sabeis a hora". E ele não falava unicamente do reino de Deus.

Você temo conhecimento, e tem consciência do que deseja. É hora de colocá-lo em prática. Mas sua hora chegará. Não espere que as coisas aconteçam não hora que você deseja, e que os outros desejam que aconteça. Isso é algo muito pessoal e só a você este momento pertence. Aprenda. Escute. E o mais importante de tudo: aja, no momento correto.

Merlin é o grande espelho dos homens da época que detinham o conhecimento. Não havia quem não ficasse fascinado pela sua capacidade de manipular os fatos e pessoas a seu favor. O mago era o manancial do conhecimento, uma fonte na qual quem o acompanhasse, e superasse seus testes, sairia totalmente renovado, pronto para enfrentar quaisquer problemas da vida, comum ou não. Para o povo simples, ele era um homem sábio e um grande conselheiro. Mas ainda, não era alguém a quem se identificar.

Este é o grande papel de Arthur.

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Mais Informações sobre Merlim...


Merlim era um título dado ao sacerdote mais graduado na religião antiga. O Merlim era como se fosse o representante masculino da Deusa. Ele, juntamente com a Sacerdotisa de Avalon, formavam o elo entre a magia e os humanos.

O Merlim, no início da lenda, é o Taliesin (aquele velho de barba branca, como ficou imortalizado na mente das pessoas) que teve duas filhas importantes no enredo da lenda: Igraine (a mãe de Arthur) e Niniane (a Sacerdotisa de Avalon que substituiu Viviane). Taliesin foi também o articulador e conselheiro do reino de Ambrósio e Uther Pendragon. Já no reino de Arthur ele participou do início mas pela sua idade foi substituído por Kevin, o Bardo.

Kevin era um homem com problemas físicos, foi surrado por um cavaleiro na sua infância e com isso tem problemas para se locomover, ficando corcunda e manco, e mesmo os problemas nas mãos não o impediram de fazer valer o seu maior dom: a Harpa. A bela voz também o acompanhava, Kevin era o melhor harpista de todo o reino de Camelot e empunhava a sua amada (a sua harpa) de uma forma peculiar, pois não tinha forças para erguê-la e por isso abaixava-se junto ao instrumento como que reverenciando-o por todos os belos sons que ele emitia.

Kevin era calmo e muito lúcido, e por vezes se mostrou até pouco radical quanto à sua religião para não ferir os propósitos maiores que era manter a religião pagã viva e não torná-la a mais importante da Bretanha. Nesse período, os antigos já tinham a certeza de que a sua religião não era mais a dominante na região, mas que apenas continuaria viva e deveria se respeitada assim como a católica.

O papel do Merlim na trama a partir daí não era o de fazer magia e feitiços, mas sim de mostrar ao seu povo que ele continuava junto ao rei e com isso assegurar a paz entre o reino e os povos antigos, tornando-os aliados incontestáveis. O Merlim era um título e não um homem, é bom que isso fique muito bem claro.

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Lancelot


De todos os Cavaleiros da Távola Redonda, sem dúvida Lancelot é o mais popular de todos. Até hoje acalenta-se a dúvida: porque?

Lancelot estava longe de ser o cavaleiro perfeito; suas raízes eram completamente mundanas, não era em desempenho superior a Sir Gawain ou Sir Pellinor, e suas missões nunca tiveram o cunho sagrado das de seu filho, Galahad. Mesmo assim, ele foi o mais popular de todos os cavaleiros, seu nome ainda reside inscrito em vários baralhos de carta (como cavaleiro de paus) vendido na França e quando mencionamos o nome de Arthur, o nome que recebemos em resposta é o dele, Lancelot. Porque, qual a razão dessa popularidade, desse sucesso?

Oh, bem lembrado. Sucesso. É disso que estamos falando!

Pouco tempo depois da experiência de Sir Gawain com o Cavaleiro Verde, Merlin despediu-se de Arthur e sua corte. Sua missão estava concluída, e ele deveria repousar até o dia em que retornaria de seu sono para ajudar o país quando este precisasse. Arthur, tomando de grande emoção, despediu-se do conselheiro e amigo. Merlin então, cavalgou até chegar a Gales do Norte, onde antes de abandonar este mundo, enviou uma mensagem a Lancelot para apresentar-se diante de Arthur, em Camelot. Como último desejo, pedia a Arthur que o sagrasse cavaleiro. Naquela véspera de Pentecostes, Arthur cavalgava com seus homens quando avistou um cavaleiro ferido no meio do caminho. Ao virarem seu corpo notaram uma lança quebrada que perfurava sua cabeça. Arthur, gentilmente indagou ao cavaleiro se preferia o auxílio de um médico ou um padre. O mesmo lhe respondeu que apenas deveria chegar à corte do rei Arthur em Camelot, para que o mais valente dos cavaleiros o curasse de seus ferimentos, e somente ele. Arthur prontamente atendeu o pedido do moribundo, carregando-o até Camelot em uma liteira. No dia seguinte, dia de Pentecostes, conforme o costume de todos os anos, os cavaleiros se reuniram para contar suas aventuras e renovar o seu juramento. Depois, um a um impuseram suas mãos sobre o ferido, e nenhum deles teve sucesso. Então, surgiu uma dama acompanhada de um jovem louro, anunciados por um clarim. Ele era de tamanha beleza que todas as mulheres da corte coraram ante a sua presença; a rainha Guinevere, entretanto, perdeu a cor. Lancelot, assim que a viu, decidiu que nenhuma outra mulher dedicaria seus feitos a não ser a esposa do rei Arthur.

A dama dirigiu-se até o rei, dizendo que o jovem fora-lhe enviado por Merlin, que como último pedido queria que o rei sagrasse o jovem cavaleiro. Lancelot, também conhecido como "Lancelot do Lago", por ter sido criado na mística terra de Avalon, teria o seu lugar de direito assegurado ao lado direito do famoso "Assento do Perigo". Arthur retirou sua espada da bainha e sagrou Lancelot como cavaleiro. Então, o ferido que assistia a tudo de uma padiola, depositou suas esperanças no recém-chegado. E de fato, quando Lancelot tocou-lhe, seus ferimentos se fecharam e não houve mais dor. A dama sorriu e disse em tom de voz tão baixo que apenas uns poucos puderam ouvir:

- Somente mais uma vez em sua vida curareis um cavaleiro, Sir Lancelot, porém este feito marcará o fim de uma grande amizade.

E o rei Arthur, feliz por receber um cavaleiro enviado por Merlin, não deu atenção as palavras da dama.

Nem todos os cavaleiros de Camelot receberam Lancelot do Lago com satisfação. Era um escudeiro sem experiência, não praticara nenhuma façanha ou vivera gloriosas aventuras. Mas não tardou para que as más línguas se calassem, pois seus feitos conquistaram a maior de todas as famas dos cavaleiros. Mas nem por isso era o melhor de todos, apesar de ser o mais valente, uma mancha em seu caráter o impedia de ser perfeito. Lancelot amava Guinevere e seus atos eram apenas para buscar sua honra. Apesar da traição que ostenta, o que mais leva Lancelot a triunfar senão a vontade suprema, a obstinação e a certeza de que nada poderá ficar em seu caminho, senão o maior de todas as forças, que é o amor?

Muitas foram as façanhas de Lancelot pela rainha; como por exemplo, defender a sua honra publicamente quando todos os outros cavaleiros recusavam-se a fazê-lo, pois sabiam do romance da rainha com o cavaleiro, o que gerava um mal-estar em toda a corte; socorrê-la em virtude de um rapto, fato no qual transformou Lancelot conhecido como o Cavaleiro da Carreta – pois utilizara-se deste veículo para adentrar no castelo do raptor e salvar Guinevere sem chamar a atenção.

Sua determinação e seu amor apenas macularam-se quando fora enganado por uma princesa de nome Elaine – que usando de uma poção, fez-se passar pela rainha, seduziu-o, gerando com ele um filho, que seria Galahad, o predestinado a encontrar o Santo Graal. Guinevere jamais o perdoou por isso, e ele baniu-se voluntariamente de Camelot por muitos anos, e embora construísse nova vida e prosperasse, seu olhar voltava-se para Logres, até que Guinevere mandasse chamá-lo de volta.

Seus atos não merecem julgamento. Seu amor era sincero e incontrolável.

Contudo, o caminho que Lancelot escolheu trilhar determinou o seu destino. Embora fosse realizador de grandes feitos, sua maior mácula fora justamente ser impedido de continuar a busca do Santo Graal. Quando avisado que corria risco de vida caso prosseguisse, Lancelot percebeu, da maneira mais dolorosa possível, que seu comportamento selara para sempre seu destino em benefício das coisas materiais. Mas esta decisão o afastou da espiritualidade e não haveria como conciliar os dois lados.

O grande mistério em torno da lenda de Lancelot do Lago reside neste dilema:

Porque não posso servir a dois ideais? Porque o sucesso em uma meta me conduz ao fracasso em outra?

Em muitos casos, isso chega a ser verdade, mas não necessariamente uma regra. O grande objetivo de toda pessoa durante a vida é triunfar, sem necessariamente perder nada que já possua durante esta jornada. Há naturalmente uma tendência a seguir por um caminho, o que nos faz abandonar o outro temporariamente. Não é nada preocupante; uma vez que você alcançou o sucesso em um objetivo, nada te impede de alcança-lo em outro. Você é capaz, e prova isso a cada instante, assim como Lancelot o fez.

Apenas faça uma coisa de cada vez; estabeleça prioridades. Poucos são aqueles que conseguem triunfar em mais de uma atividade ao mesmo tempo. Para isso, é necessário auto-disciplina, não se consegue isso da noite para o dia. Mas, usando a maior de todas as armas, o amor, você poderá triunfar.

Ame a si próprio. Ame sua meta e ame cada oportunidade que lhe aparecer. Acima de tudo, ame cada sucesso como um incentivo a ir mais a frente, justamente como Lancelot o faria.


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mais sobre lancelot...

Lancelot era filho de Viviane, o melhor guerreiro da Távola Redonda e o Mestre de Armas de Arthur. Lancelot mantinha vínculos com Avalon e sempre que podia visitava sua mãe, porém ele não seguia nenhuma das duas religiões da época (Católica e Wicca), Lancelot não era um homem ligado aos cultos religiosos, embora pertencesse à linhagem real e tivesse a visão.

Ele era apaixonado por Guinevere, antes mesmo desta se tornar rainha. A sua vida sempre foi regada por vitórias em batalhas e campeonatos, Lancelot era o mais valioso guerreiro do rei e o mais hábil domador de cavalos selvagens. Casou-se tarde, com a filha do rei Pelinore e, com isso, se afastou um pouco do reino de Camelot e da rainha Guinevere, com quem mantinha encontros furtivos e a quem realmente pertencia o seu coração.

O seu romance com Guinevere foi descoberto pelos cavaleiros da Távola Redonda, e depois disso ele foi expulso do reino de Arthur e nunca mais voltou. Lancelot morreu velho no reino de seu sogro, o Rei Pelinore.

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Morgana das Fadas


A bruxa. A meia-irmã de Arthur. Morgana das Fadas. Aquela que tentou por dezenas de vezes atrapalhar o caminho de Arthur na sucessão do trono; na construção da Távola Redonda. Em grandes batalhas ou individuais; seja na perda da bainha da espada Excalibur ou na conspiração, com Mordred seu filho, para trazer a intriga na corte com o romance entre Lancelot e Guinevere. Com tantos aspectos negativos, qual a importância de Morgana nessa história de glória e triunfo?

Umas das mais importantes. O de nêmesis de Arthur, a vilã. O mal com um nome próprio, o adversário que nos segue sem cessar até o fim de nossos dias, não para triunfar sobre nossas cabeças, mas justamente para nos por à prova, e podermos encarar o desafio seguinte. Bastava que os motivos pelos quais a aventura apresentava-se a Arthur sob condições mágicas desfavoráveis, e o nome Morgana era logo lembrado. O povo a tinha como a maior, e ao mesmo tempo, mais dramática inimiga: Morgana tinha contra si todos os fatores. Era uma bruxa, ou seja, fugia da normalidade dos inimigos de Arthur; era mulher, o que colocava os ideais de cavalaria em posição delicada a quem resolvesse enfrentá-la. E finamente, era parente próxima de Arthur, que a venerava. No início sua jornada, custou a acreditar que sua própria irmã pudesse se levantar contra ele: mesmo assim, vitória após vitória, ainda recusava-se a acreditar de imediato na participação direta da irmã em um assunto.

Se pararmos e analisarmos seus motivos, o assunto fica ainda mais interessante. Existem várias hipóteses, porém a mais apreciada por todos é o motivo de inveja.

Segundo relatos – principalmente os de Mallory – Morgana é retratada como uma mulher estranha, de beleza duvidosa e altamente inteligente. Em verdade, este contém o mesmo arquétipo usado por Merlin, pois o herói não pode contar dentro de seu ser com a beleza e a inteligência; assim, levando em conta que nem todos no mundo podem ser incrivelmente belos; a inteligência serve como contrapeso na balança e é o motivo básico para um tipo de atitude. O que Mallory e muitos escritores talvez jamais perceberam é que, tal a popularidade de Arthur – um homem de formação do povo em meio a tantos talentosos cavaleiros, superiores até a ele – era a popularidade de Morgana, pois sua forma de vencer seus limites era também uma lição de vida para muitos.

Voltando à infância. Você era escalado para jogar futebol, se não mostrasse aptidão com a bola logo no início, você era rapidamente descartado. Inapto para os esportes físicos, o gosto e o desenvolvimento pelos esportes intelectuais (xadrez, gamão, ludo, etc.) passaram a ser uma alternativa, ou simplesmente não desenvolver esporte algum. Podemos não ser bons em tudo; mas com certeza somos eficientes em alguma coisa. Desenvolvemos essas aptidões conforme a necessidade.

Vejamos o caso de Morgana. Não possuía estatura nem desenvoltura para apenas casar e ser mais uma senhora de castelo. Contemplou o seu futuro e o futuro de Arthur, e viu o desequilíbrio. Sua inteligência fora o contrapeso, e dessa forma começou a disputa de força entre ela e Arthur. A bruxaria, outro aspecto importante, retrata a outra realidade do povo da Bretanha – pois muitas das antigas tribos eram pagãs, com rituais de fogo e lua, dedicados à mãe-terra, enquanto Arthur carregava uma bandeira de ideal cristão. Não era de se admirar que, muitos dos que acompanhavam as aventuras do rei Arthur contra a sua irmã Morgana, tomasse o partido dela – talvez tenha nascido ali, uma forma curiosa de admiração, hoje muito freqüente: a de torcer pelos vilões da história... Quando Arthur tomou posse de Excalibur e sua bainha, Morgana ficou apavorada: ter uma espada de tamanho valor já era uma vantagem inimaginável, mas uma proteção que impedia de perder uma gota de sangue sequer era algo sem limites. Usando de sua influência e astúcia, ela tentou e tentou... Até, que num momento de descuido de Arthur ela apossou-se do artefato, mas perdendo-o durante uma perseguição dentro de um pântano. Assim, despojando Arthur de uma peça do conjunto, Morgana equilibrou a balança mais uma vez. Para o rei, embora a perda fosse significativa, ainda assim aprendera com o desejo e triunfara, como haveria de fazê-lo com várias outras ocasiões.

Mas, se Arthur, triunfara, Morgana necessariamente falhava? A resposta é não.

Como podemos obter sucesso em nossa vidas? Será, que basta lermos vários livros deste tipo ou até mais conceituados, e dois meses depois o sucesso baterá à nossa porta, chamando por nós? Claro que não, a receita ainda continua sendo tentar, e tentar, e tentar... Não somente com acertos, mas principalmente com os erros, e mantendo nossa auto-estima encontramos forças para prosseguir. Tal como Morgana e Arthur, todos na vida precisam de um oponente declarado para vencermos e observarmos nossos resultados. Infelizmente, há algum tempo o mundo vem sendo acometido do sentimento de auto-piedade, o que tem levado muitas pessoas capacitadas a sentar, procurarem uma melhor maneira de enfrentar seus problemas, mas invariavelmente acabam tendo medo do fracasso e sequer tentam, nunca saindo do lugar, enferrujando suas espadas dentro da bainha.

O mais importante inimigo a ser vencido é o inimigo interior. Vencer nossas próprias resistência, tentar e aprender com as tentativas é algo que sempre nos acompanhará. Nosso receio não é nosso maior inimigo, mas o maior aliado de todos, se controlado a nosso favor.

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mais sobre morgana....

Morgana era a irmã mais velha de Arthur. Filha de Igraine e Gorlois da Cornualha. Ela foi criada em Avalon como uma sacerdotisa, segundo as ambições de Viviane, sua tia, Morgana seria a próxima Senhora de Avalon, pois tinha a linhagem real e era muito aplicada à Deusa e aos seus ensinamentos. Mas, depois da Cerimônia do Gamo-Rei, onde Morgana foi dada ao seu irmão Arthur em nome da deusa, ela se aborreceu com Viviane e com o que foi obrigada a fazer e abandonou Avalon. Foi morar com Morgause (sua tia) e depois foi para a corte de seu irmão.

Morgana também era apaixonada por Lancelot, mas este nunca a quis por ela ser sua prima e por ver em Morgana sua mãe Viviane. Morgana armou o casamento de Lancelot, e, com isso, afastou-o de Guinevere se vingando de tudo que sofrera até então. Morgana teve um filho (Gwydion ou Mordred) com o rei Arthur, que depois de muito tempo voltou para Camelot e se tornou o conselheiro de Arthur até virar o grande herdeiro do trono depois da morte do filho de Lancelot.

Morgana foi expulsa de Camelot depois de roubar a bainha mágica de Excalibur e jogá-la no lago sagrado. Morgana não concordava com a transformação de Camelot num reino cristão e lutou com todas as suas forças para derrubar Arthur do poder. Ela fracassou em todas as tentativas dessa sua luta pessoal e perdeu com isso a amizade dos poucos que gostavam dela.

Acolon, um consorte dela, morreu tentando derrubar o rei para Morgana, isso a deixou muito abalada e fez com que ela se exilasse em Avalon para a eternidade. Morgana morreu velha em Avalon que se perdeu para sempre nas brumas.

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Viviane, Uther Pendragon, Igraine


Viviane - A Senhora de Avalon

Viviane é uma das grandes personagens da trama. Ela é irmã mais velha de Igraine e Morgause. Viviane teve dois filhos, Lancelot e Balam. Lancelot se tornou o mestre de guerra de Arthur e Balam era um dos cavaleiros do Rei. É a tia de Morgana e Arthur. Viviane é a fiel representante da Deusa, a Sacerdotisa de Avalon. Ela ganhou muitas inimizades devido à sua devoção incondicional às suas crenças.

A primeira a se revoltar quanto ao seu modo de agir foi Igraine, que teve de casar com Gorlois de acordo com a vontade da Deusa, e depois teve que se dar a Uther antes mesmo de se tornar viúva, para conceber Arthur. Viviane morreu pelas mãos do meio irmão(Balim) de seu filho. Ela esteve na comemoração de Pentecostes para requerer que Arthur continuasse fiel às suas promessas de respeito à religião dos povos antigos.

Balim, Cavaleiro do Rei, aproveitou-se disso para matá-la em frente a toda corte e sofreu as punições devidas a uma desonra como essa. Balim foi morto por Lancelot em vingança a sua mãe, com o consentimento do Rei Arthur. Viviane foi enterrada em frente a um convento no memorial da Corte, a contra-gosto de Morgana que queria levar o corpo a Avalon para que ela recebesse as últimas saudações




Uther Pendragon

Uther Pendragon foi o rei que substituiu Ambrósio. Uther era o capitão da guarda de Ambrósio, não sendo herdeiro por direito, visto que não era filho do rei. Com a morte de Ambrósio, Uther era o seu preferido, e por isso foi o escolhido.

O novo rei foi leal ao seu povo e muito voltado para os combates, já que era um ótimo guerreiro.Ele se apaixonou por Igraine que até então era a esposa de Gorlois, Duque da Cornualha.

Igraine também se apaixonou por ele e Merlim os ajudou a ter uma noite de amor enquanto Igraine ainda era casada. Uther usou as roupas de Gorlois e com um encanto todos acharam que este realmente era o Duque e entrou no quarto de Igraine para passar a noite com ela. Desta noite surgiu Arthur o Grande Rei.

Depois disso Gorlois foi morto pelos homens do Rei e Uther pde se casar com Igraine.PENDRAGON - era um título dado ao mestre das armas. O Pendragon era o melhor guerreiro, o mais respeitado e o chefe de guerra.






Igraine

Igraine era filha da Grande Sacerdotisa, irmã de Viviane (a Senhora do Lago) e de Morgause.Ela foi treinada para ser sacerdotisa em Avalon assim como sua irmã mais velha, mas Viviane a entregou para Gorlois e este a fez sua esposa.Ela teve uma filha de Gorlois (Morgana), e depois teve um filho de Uther (Arthur).

Igraine, enquanto esposa de Gorlois ficou muito longe de sua fé e renunciou a visão (mais por raiva de ter sido casada contra a sua vontade do que por causa do afastamento de Avalon), e foi muito infeliz com este casamento. Depois, com Uther, o homem que amava, foi feliz e deu um herdeiro a ele.

Teve ótimos dias em Tintagel mas, sempre teve muita tristeza por não ter conseguido dar um filho que fosse legitimado o príncipe herdeiro, visto que Arthur nasceu antes de Uther e Igraine constituírem matrimônio, e não poderia ser proclamado herdeiro com o consentimento do povo e de seus aliados.

Com a morte de Uther, Igraine foi viver num convento (ela já tinha, nessa época se entregado ao cristianismo), só saindo de lá na ocasião do casamento de seu filho Arthur. Igraine morreu no convento, tendo ao lado somente Guinevere (a rainha) e clamando por Morgana.

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O Amor Proibido entre Lancelot e Guenevere


Guinevere (Gwenwyfar ou Gwen) e Lancelot são duas personagens muito importantes em toda essa lenda de Camelot. De um lado, a grande rainha e mulher de Arthur, o mais justo dos reis, e, do outro lado, o grande herói, o melhor cavaleiro, o chefe da cavalaria real: Sir Lancelot. Esse amor nasceu de uma visita de Lancelot ao reino do pai de Guinevere para cogitar se a herdeira daquele reino era digna de se sentar ao lado do grande rei da Bretanha, Arthur.

Os dois se olharam e trocaram sorrisos, e a partir daí nasceu o amor tão comentado e polêmico que decreta a ruína de Camelot. Depois de muitos anos, Lancelot se casa e some de vez do reino de Arthur, mas, com o retorno do grande cavaleiro à Camelot, Gwen e Lancelot voltam a se encontrar e, guiados por Mordred , os Cavaleiros da Távola Redonda armam uma emboscada a fim de desmascarar toda essa traição ao seu grande Rei. Lancelot é descoberto, e numa luta contra os cavaleiros acaba fugindo, mas antes mata Gareth, o filho de Morgause e o seu maior fã. Arthur descobre, manda Gwen para um convento e decreta a expulsão de Lancelot de seu reino.

Existe uma outra versão que diz que Arthur condenou Gwen à fogueira e Lancelot veio em seu auxílio e a livrou da morte lutando com muitos soldados do Rei e decretando guerra a Arthur, mas isso é por mim visto como muito romântico e fantasioso, cabe ao leitor acatar a versão da lenda que lhe é mais apropriada, lembrem-se que o meu objetivo é narrar os fatos e não impor qual é o certo e o errado. Por fim, Gwen acaba voltando para Camelot depois de um pedido de perdão de Lancelot e a sua promessa de nunca mais voltar ao reino de Arthur enquanto os dois viverem.

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Sir Gawain e o Cavaleiro Verde // O Filho de Morgana


Em determinado momento da lenda de Arthur, Sir Gawain fica tão popular que muitas histórias são creditadas a ele, uma espécie de alter ego do rei: afinal, com suas responsabilidades para com o povo e a nação, Arthur não poderia entregar-se a loucas aventuras, desprovido de precauções de retornar vivo para cuidar de seus afazeres. É nesse contexto quem entra Gawain, seu sobrinho, sangue de seu sangue e portanto, nada mais digno que deixar Excalibur sob seus cuidados. Pois, Excalibur é a essência do próprio conhecimento, a arma definitiva que bem empregada é a mais valorosa de todas as armas; presa na bainha, fora de uso, ela é igual a todas as outras. Assim, Gawain é abençoado com essa dádiva, levando-a em muitas aventuras, muitas delas estranhas e à princípio, sem propósito, como o conto descrito agora.

No dia do Ano Novo estava toda a corte do rei reunida em festa quando entra pelo salão (onde estão esses guardas que nunca impedem esses caras de entrar?) em cavaleiro trajando uma armadura verde, estatura gigantesca, montado num cavalo também verde, em sua mão uma acha (machado antigo). Desafiou a todos os presentes que o enfrentasse segundo suas próprias condições, ou haveria descrédito da Távola ao redor do reino, e porque não dizer, do mundo.

Até aí, nada que nenhum dos cavaleiros já não houvesse confrontado, em inúmeras aventuras; a deslealdade de seus oponentes era um teste constante de suas virtudes e crenças. Se algum deles falhasse em cumprir seu código, o descrédito seria total. Até mesmo nós somos levados a por nosso valores em contradição: o que acreditamos, realmente é a coisa certa a fazer, ou acreditar? Muitos que fracassam tem por obstáculo essa premissa, de não serem capazes de defender suas idéias, seja em inúmeros ou no primeiro confronto. O Cavaleiro Verde apresentou seus termos; alguém, assumindo a honra da corte deveria tomar de sua acha, e com um único golpe, decapitá-lo. A seguir, esse mesmo cavaleiro apresentaria-se no Ano Novo seguinte na Capela Verde e colocaria o próprio pescoço a prova. Quando terminou de proferir este desafio, fez um silêncio acompanhado de mal-estar, pois nenhum dos cavaleiros ousou aceitar seus termos. Arthur, irado por dentro, começou a levantar-se, quando foi impedido por intervenção de Sir Gawain, que se prontificou a aceitar o desafio. Apesar de haver uma situação "armada" para que Gawain seja o herói da história, vale ressaltar que ela é coberta de razão: quem acreditaria tanto em um ideal alheio a ponto de arriscar sua própria cabeça?

É necessário saber qual o limite que pode-se exigir de uma pessoa uma meta que não lhe seja pessoal.

Deste modo, Gawain tomou a arma das mãos do estranho cavaleiro que preparou-se para o derradeiro golpe. Com uma precisão digna de seus feitos, o cavaleiro de Arthur decepou a cabeça do desafiante com um só golpe; para surpresa geral, após um primeiro instante, o cavaleiro agarrou sua cabeça pelos cabelos soltos, montou em seu cavalo naturalmente, pousando a cabeça pingando sangue embaixo de um dos braços. Os lábios se abriram e lembraram a Sir Gawain para não faltar em seu compromisso no ano seguinte.

No ano seguinte, Gawain cavalgava em direção ao local combinado, mas qual foi sua surpresa ao indagar pela existência de tal capela e receber uma resposta negativa por onde quer que passasse. Ouvindo sua própria intuição, ele vagou por longos dias, passando frio e fome, entre outras privações. Antes do Natal, porém ele avistou um castelo no qual poderia abrigar-se para comemorar a data cristã. O dono do castelo, um homem de estatura gigantesca, mostrou-se muito solícito com ele, afirmando que a Capela Verde ficava apenas a pouco tempo dali, e poderia desfrutar de sua hospitalidade o quanto quisesse. Ora, em verdade Gawain experimentou mais que hospitalidade. Por diversas vezes, enquanto o senhor do castelo se ausentava em busca de caça, sua esposa vinha ao quarto de Gawain, tentando de todas as formas seduzi-lo. Gawain, seguindo seus códigos de cavaleiro, resistia com todas as suas forças; embora o desejo o atacasse, sua honra como cavaleiro seria perdida se cedesse.

Mas a senhora não desistia, e fez-lhe por fim aceitar um presente, para que seu amor-próprio, sua auto-estima em suas qualidades de mulher não ficassem para sempre abaladas com a atitude de Gawain, suplicando que este aceitasse um presente. Vacilante, sem exatamente o que fazer – pois não podia macular a sua honra, mas também não podia deixar de cumprir seu dever para com uma dama – aceitou, relutante, um cordão verde que prendeu à seu pulso. Em verdade, ela seduzira-o com a proposta que o cordão seria mágico, que nenhum dano seria infligido aquele que o usasse.

Gawain, prestes a colocar sua cabeça na morte certa, viu-se seduzido pela sobrevivência, ainda que uma mera tentativa. Sua vontade de viver falou mais lato, e sua mão involuntariamente fechou-se sobre o presente da senhora do castelo. De posse do misterioso amuleto, no dia combinado Gawain rumou para a Capela Verde. Lá, o misterioso cavaleiro o esperava, de arma em riste. Dizia-se satisfeito com Gawain, por cumprir com sua palavra. Deixou que o homem da Távola Redonda tomasse sua posição e preparado para desferir o golpe com tamanha força percebeu os ombros de Gawain encolherem-se antes do impacto; o suficiente para interromper o percurso da acha.

- É essa toda a coragem de um cavaleiro de Arthur? – desafiou – Encara teu destino com a honra que possuis!

Em verdade, embora Gawain tenha uma "ajuda" adicional, corre em sua mente a incerteza natural, que nos toca sempre, mesmo quando temos a certeza da vitória. Uma incerteza que às vezes chega a custar a própria vitória. Gawain voltou para o desafio, com mais determinação. Porém, quando a acha descia, o Cavaleiro Verde interrompeu-se mais uma vez, impressionado com a coragem do jovem.

- Muito bem – disse – É assim que gosto que sejas!

- Golpeie logo – bradou sem resposta Sir Gawain – Ou acreditarei que não ousas ferir-me.

Pela terceira vez, a acha subiu e começou a sua trajetória em direção ao pescoço de Gawain. Mas o cavaleiro errou o golpe, marcando o pescoço com um leve fio de sangue. Rapidamente, empunhou suas armas, mas ao fazê-lo, percebia que o estranho Cavaleiro Verde sorria em sua direção. Na verdade, este era o senhor do castelo, que havia enviado sua esposa para que o testasse, de forma a quebrar a hospitalidade oferecida. Por duas vezes Gawain triunfou, mas numa terceira, sucumbiu, não pela luxúria, mas pelo amor à vida. Exposto de tal forma, Gawain se culpou abertamente por não Ter tido a determinação necessária de manter seus ideais. Já iria retirando a faixa Que a senhora lhe dera, quando o Cavaleiro Verde o deteve: "Fique com ele, para lembrar-se daquele dia." Ao retornar à corte de Arthur, os outros deram pouca importância ao erro, maravilhado com o teor maior do desafio da estória e do heroísmo de Sir Gawain. A partir daquele dia, todos consentiram em usar também um cordão verde no pulso até o fim de seus dias.

O conto acaba, mas suas lições ficam. Em primeiro lugar, a realidade da história. Uma cabeça cortada, um corpo que anda sem a mesma e um desafio deveras absurdo. Assim tratamos nossos desafios no dia-a-dia assim que cada um deles se apresenta. Poucos são os corajosos – que assim como Gawain – resolvem ir de encontro ao desafio, sem mesmo saber como proceder. Saindo de seu território, marchando rumo ao desconhecido, preparamo-nos para o confronto, limpando a mente de outros afazeres, concentrando-nos unicamente na missão. E uma vez feito isso, a missão que parecia de todo absurda começa a fazer um estranho e familiar sentido.

Precisamos estar sempre abertos a enxergar a vida de forma diferente.

Todas as soluções estão sempre à mostra. Sir Arthur Conan Doyle fez isso inúmeras vezes com o seu personagem, Shelock Holmes. O detetive era mestre em respostas precisas, esmiuçando de tal forma a cena do crime que nos sentimos nus ao olhar para o mesmo fato e não enxergarmos rigorosamente nada de mais. Tentando encarar nossas dificuldades sob um prisma diferente, as respostas se multiplicam, dando-nos uma possibilidade melhor de escolha. Mas, tal qual a finalidade da espada, tenha muito cuidado para não perder a resposta, afogando-a num mar de opções. É preciso que nosso pensamento esteja sempre em uso, como uma espada que sai de uma bainha regularmente, para fazer o seu trabalho, nunca para se exibir.


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O FILHO DE MORGANA


Mordred (ou Gwidion) era o filho de Morgana e Arthur, nascido da Cerimônia do Gamo Rei. Mordred foi criado em segredo longe dos olhos de Arthur por Morgause e aprendeu as artes da guerra em território saxão (os saxões eram inimigos do povo de Arthur, os bretões).

Mordred voltou e se apresentou ao rei como filho de Morgana e foi feito cavaleiro da Távola Redonda por Lancelot, depois de desafiá-lo publicamente em uma festa de Pentecostes. Mordred também foi treinado para ser um Merlim da Bretanha em Avalon, e era como sacerdote que ele negara toda a religião cristã e se tornara o conselheiro de Arthur (que sabia que Mordred era seu filho).

Mordred se tornou herdeiro do reino depois da morte de Galahad (filho de Lancelot) na busca do Santo Graal. Contudo Mordred nunca assumiu esse trono. Ele morreu antes disso numa batalha, depois de comandar a derrocada do reino de Arthur revelando a todos o romance de Gwen e Lancelot.

Mordred tinha raiva de seus pais por o terem abandonado e queria muito se vingar do rei por questões pessoais e pela traição à Avalon. Existe uma versão que diz que Arthur e Mordred morreram lutando um contra o outro, e fala-se também que Lancelot matou Mordred e depois morreu guerreando contra Arthur. Todas essas versões enriquecem essa história maravilhosa!

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A Távola Redonda


Desde cedo, tanto Arthur quando Merlin perceberam que a jornada para atingir uma meta – a unificação da Bretanha – não seria nada fácil se Arthur não atraísse para si poderosos aliados. Não pessoas influentes, mas gente. Pessoas dispostas a fazê-lo. Para realizar não bastava apenas querer, é necessário fazer.

Aproveitando o presente de casamento da Távola Redonda por intermédio do rei Leodgranz – que era de seu pai, o rei Uther anteriormente – Arthur chamou os melhores cavaleiros de sua época para sentarem-se ao redor dela, que seria conhecida como a mais importante confraria de cavaleiros de todos os tempos, inspirando muitos outros ideais, inclusive os Templários. Note, que por ser redonda, não havia um lugar de destaque, uma cabeceira aonde alguém pudesse sentar-se e fazer-se diferente. Pois todos somos iguais, quem conota nossa importância somos nós mesmos, positiva ou negativa.

"Nada acontece em torno de você se não houver sua permissão de alguma forma, ainda que inconsciente."

Contudo, existia um lugar vago, o chamado assento do perigo, que viria mais tarde a ser ocupado pelo mais valoroso de todos os cavaleiros. Servia para lembrar a todos uma lição de humildade. O sucesso é a meta, mas a manutenção dele é a renovação de um compromisso. Que adiante sermos os melhores em uma área ou determinada função se não existir a competição, uma possibilidade de ser superado? Não haveria novas conquistas, novos limites, muito pelo contrário, viria a acomodação e o ostracismo. Devemos melhorar sempre, alcançar todos os limites e viver buscando uma forma de superá-los. Todos reunidos, sob a tutela de Arthur, juravam um a um, defender os mais fracos, auxiliar damas em perigo, em suma, os ideais de cavalaria como hoje conhecemos, graças muito a essas lendas. E eis que surge o primeiro dos testes: Merlin, de forma jocosa, indaga a validade de tais juramentos, os quais não faziam nem mesmo idéia do que se tratava.

Neste exato instante adentram o salão um cervo branco seguido logo após de um cão de caça, e mais atrás, de sessenta sabujos pretos. O cervo, em pânico causava um tremendo furor em torno da corte, quando eis que surge uma dama montada em um cabalo branco. Ela se queixa ao rei que aquele cão branco era dela, e que quem o levara não tinha o direito de fazer aquilo. Arthur, ainda perplexo pela multiplicidade de acontecimentos ao seu redor, não teve tempo sequer de responder. Um cavaleiro de armadura negra surgiu, e levou a dama consigo à força, enquanto os cavaleiros da Távola explodiram em gargalhadas, achando que aquilo era uma diversão programada.

Merlin, sempre ele, chama a atenção dos jovens para a gravidade da situação. Afinal de contas, o que estavam jurando há minutos atrás? Será que haviam esquecido tão rapidamente o que se comprometeram a fazer em benefício de toda a Bretanha? Ou o juramento também não passava de uma brincadeira?

Outro recado dado por Arthur a todos nós:

"Cuidado com o que você fala. Mais importante que ouvir o que os outros dizem, é ouvir primeiro a sua voz."

Quando determinamos novos projetos, novas metas, é comum comentarmos isso com alguém mais íntimo, com naturalidade. Todavia, conforme o tempo passa, muitas vezes somos obrigados a mudar nossos planos e mudar um pouco de curso, mas não de objetivo. Para alguém não ciente, dá-se a impressão que você não está indo a lugar nenhum. O mundo presta atenção no que você diz. Desejamos atingir uma meta e contando isso em palavras, ele vai te proporcionar as condições para tal. Mas, se você, por alguma razão mudou de opinião e necessita de outra coisa, mas não se fez ciente disso, o mundo – principalmente as pessoas mais próximas – continuarão a te ajudar naquilo que você já até esqueceu, ou seja, está perdendo preciosa ajuda que poderia te conduzir a um êxito mais rápido.

Ninguém tem obrigação de ler nas entre linhas do que dizemos. Se manifestarmos desejo de comer, mas não especificarmos que queremos comer determinada coisa, nos darão qualquer coisa para saciar nossa fome. E a culpa não será de quem te ouviu, afinal, o que você falou?

"Aprenda a se expressar. Uma boa comunicação faz milagres"

Então, no meio de toda aquela festa, Arthur e os demais faziam votos e juras para toda a Bretanha... ou faziam para seus próprios egos? Merlin neste caso chama a atenção para quem juraram defender, o povo do lado de fora do castelo, que olha para dentro de suas muralhas e os encara como predestinados a triunfar, não somente por cada um deles, mas em glória de toda uma nação. São várias mentes, conceitos completamente distintos os quais juraram defender, e cada um deve ser respeitado, ainda que não compreendido pelos cavaleiros. Foi o primeiro de muitos testes assim. A cada um deles, com sucesso ou fracasso, cada cavaleiro tinha uma lição a prender.

Por ajuda de Merlin no assunto, Arthur encaminhou Sir Pellinor para ir em busca da dama e do seu raptor; Sir Tor, seu filho, iria em busca do cão de caça branco, enquanto Sir Gawain, sobrinho do rei iria atrás do cervo branco. Ao fazê-lo, complementou Merlin:

"Esses três cavaleiros receberão importantes lições de vida antes de seu retorno, e a experiência que irão adquirir fará deles os mais sábios."

Sir Gawain, que começava sua busca, encontrou na estrada da floresta dois homens que guerreavam entre si. Interpôs-se entre eles rapidamente querendo saber o motivo da briga. Eles lhe responderam que sabiam da ordem de Arthur da captura do cervo branco, e quando este passara por eles, ambos decidiram ir em seu percalço; todavia, estavam se duelando para saberem quem dentre eles era o mais corajoso para fazê-lo. Gawain ordenou que ambos parassem com aquilo e apresentassem suas armas imediatamente ao rei Arthur. Os dois, exaustos, não tinham como protestarem e fizeram o que lhes foi ordenado.

Gawain atravessou o rio e avançando pela floresta, chegou nas proximidades de um castelo, guiando-se pelo latido dos cachorros que perseguiam o cervo. Ao entrar no castelo, deparou-se com os cachorros mortos, e o dono do castelo lamentando-se pelos ferimentos do cervo branco. De imediato, saltou sobre Gawain ao vê-lo, pensando que tratava-se do caçador. Iniciou-se uma batalha feroz, onde os ferimentos abriram-se rapidamente e tão logo pôde, Gawain acertou um golpe preciso no cavaleiro, fazendo-o clamar por misericórdia. Mas não estava disposto a dar-lhe clemência, uma vez que fora atacado sem motivo. O senhor do castelo clamou mais uma vez, alegando que estava caído. Uma vez mais Gawain não lhe deu ouvidos. Preparou o golpe final quando a senhora do castelo interveio, entrepondo-se entre eles. Mas Gawain não teve como retardar o golpe, e a cabeça da senhora rolou no pátio do castelo.

Horrorizado, o jovem cavaleiro foi tomado pelo sentimento da culpa e vergonha pelo seu ato; sua honra de cavaleiro havia sido maculada. Quatro homens armados apareceram e teriam matado-o ali mesmo, se não fosse a intervenção da filha do senhor do castelo, que pediu por ele. Gawain se identificou, e a jovem voltou mais tarde com a determinação de seu pai. Poderia levar a cabeça do cervo, já que para isso fora enviado. Não o poderia prender ali, pois eram fiéis ao rei. Mas, como punição, levaria o corpo da senhora consigo em seu cavalo, e a cabeça ao pescoço, obrigado a contar sua aventura em detalhes ao rei.

Arthur, enfurecido, ordenou-o que jurasse que jamais negaria misericórdia novamente, e que defenderia sempre as donzelas até o último de seus dias. Envergonhado, Gawain obedeceu. Sir Tor fora incumbido de trazer o cão branco de volta, e estava cruzando uma floresta quando um anão saltou à sua frente. Enfurecido, disse ao cavaleiro que não poderia passar. Nisso, saíram de duas tendas dois cavaleiros que, percebendo a aproximação de Sir Tor, montaram em seus cavalos e investiram contra ele. Um a um os cavaleiros foram derrotados, e não tendo porque matá-los, enviou os dois à corte do rei Arthur. O anão agora, estava arrependido de ter servido a amos tão covardes e colocou seus préstimos a serviço do cavaleiro.

Sir Tor concordou prontamente e cavalgaram durante algum tempo através do bosque, saindo em frente a um mosteiro que empunhava dois pavilhões: no alto de um deles havia um escudo branco e no outro um escudo vermelho. Sir Tor desmontou e prosseguiu sozinho a pé. Olhou dentro do pavilhão branco e encontrou três donzelas dormindo. Então dirigiu-se ao pavilhão vermelho, onde encontrou uma única donzela e o cachorro branco. Fez menção de pegá-lo, mas este acordou e começou a latir, acordando a jovem e suas três companheiras que vieram em sua direção para impedi-lo. Rapidamente informou a jovem quem era e qual o motivo de sua missão, disposto a enfrentar as consequências de seus atos.

Já estava se afastando do local quando ouviu uma voz gritando atrás de si para que devolvesse o cachorro. Imediatamente, Sir Tor empunhou a lança e o escudo, e foi de encontro ao adversário. Acabaram-se colidindo com tamanha força que ambos foram ao chão, sem fôlego. Espadas fora das bainhas, ataques ferozes e dignos de dois bravos cavaleiros; os escudos partiram-se, os elmos arremessados longe e suas armaduras estilhaçadas. O sangue corria em ambas as faces, porém Sir Tor começava a exercer uma vantagem sobre o adversário que já demonstrava sinais de exaustão. Foi nesse ínterim, que com um golpe certeiro forçou o bravo oponente a cair de joelhos.

No exato instante em que iria oferecer misericórdia, eis que uma jovem dama aproximou-se de Sir Tor e pediu que matasse o cavaleiro; que havia matado o seu irmão, mesmo este tendo implorado misericórdia. Diante desta situação, Sir Tor não teve dúvidas em matá-lo. A dama e seu marido mostram-lhe hospitalidade e no dia seguinte o cavaleiro pôs-se em direção à corte do rei Arthur. Levou a cabeça do cavaleiro sem honra como prova da missão, além do cachorro branco. Por sua bravura, foi recompensado com um condado. Finalmente, Sir Pellinor partira em busca da jovem raptada pelo cavaleiro negro, e em seu caminhou notou, perto de um poço uma donzela loira que cuidava de um cavaleiro ferido. Ao avistá-lo, a donzela clamou por ajuda. Sir Pellinor porém, estava apressado em demasia para ajudá-la e não parou. Momentos depois, o cavaleiro ferido morreu, e a donzela, incapaz de suportar tamanha dor, tomou sua espada e se matou.

Enquanto isso, o cavaleiro que não sabia do ocorrido avistou, não muito distante de si a dama que procurava. Próximo a ela, dois cavaleiros lutando com espadas. Sir Pellinor os indagou o motivo da luta, e ouvindo suas razões; um era primo da dama e viera em seu socorro. O outro, alegava que havia conquistado a donzela num combate justo na corte do rei Arthur – o que era mentira, pois Pellinor vinha exatamente de lá. Quando manifestou a idéia de conduzir a dama até a corte desafiando quem se opusesse ao fato, uma surpresa: ambos o cavaleiros se lançaram contra ele. O golpe acertou em cheio o seu cavalo, derrubando-o. Mas Sir Pellinor recuperou-se rapidamente, furioso com a morte do animal. Sua espada girou com tanta violência que partiu a cabeça do cavaleiro negro em duas. Diante de tal demonstração, o outro cavaleiro concordou plenamente que sua prima retornasse à corte do rei Arthur sob os seus cuidados. Pellinor montou no cavalo do oponente morto e regressou a Camelot acompanhado da dama.

No caminho de volta, o cavaleiro passou pelo poço onde jaziam a donzela e o cavaleiro ferido; tomado pela dor, ele arrependeu-se de não haver parado para ajudá-la. A dama que o acompanhava aconselhou-o então a levar sua cabeça para o rei Arthur. Ao narrar sua história na corte, de cabeça baixa e consternado por não haver ajudado a donzela, Merlin lhe disse:

Sim, Pellinor, lamentarás tua pressa até o fim da tua vida. Aquela donzela era tua própria filha querida, Elaine. O cavaleiro ferido era seu noivo, também um bom e honesto cavaleiro. Estava a caminho da corte para servir ao rei Arthur quando foi atacado por um cavaleiro falso e covarde. Elaine, atormentada pela perda, matou-se com a espada de seu amado. Tudo isso aconteceu porque não quiseste parar para auxiliá-la. Um dia, verás teu melhor amigo, aquele em quem mais confias acima de todos os outros falhar contigo quando também estiveres em tua hora de maior necessidade. Que esta seja tua punição.

E assim ocorreu, em um futuro turbulento; quando Sir Pellinor estava às portas da morte e Sir Gawain, seu melhor amigo ignorou-o por completo. Uma aventura, três caminhos diferentes e três resultados. Sir Gawain prendeu sua lição de humildade e sabedoria; Sir Pellinor, a prestar atenção aos detalhes, e não ir de encontro cego à um objetivo. Apenas Sir Tor, com seu julgamento preciso e senso de cavalaria atingiu a um resultado satisfatório.

Embora fosse possível várias análises sobre este assunto, prefiro deixar este conto à sua imaginação, leitor. Leia-o varias vezes, e verá a cada leitura uma mensagem nova, escondida não entre as palavras, mas no nosso próprio subconsciente.

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Outras informações sobre...


A Távola Redonda nada mais era do que uma mesa redonda que Arthur ganhou do pai de Guinevere em seu casamento (Aliás, Arthur se casou com Guinevere por causa de um dote de 100 cavalos de guerra pesados e 100 soldados cavaleiros).

Após isso, com a criação de Camelot, Arthur mandou construir um salão enorme para colocar essa mesa, de modo que todos os cavaleiros pudessem se reunir, não havendo lugares mais importantes entre eles, visto que, na mesa não haviam quebras e por isso simbolicamente todos os presentes eram iguais.

Os "Cavaleiros da Távola Redonda" eram todos os homens que eram feitos cavaleiros por Arthur ou os que eram formados fora do reino e que tenham sido absorvidos por Arthur como sendo de confiança (Lancelot, Gawaine e outros). A história fala de 12 cavaleiros, mas isso não deve ser uma regra.

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Galahad // A Criação de Camelot


Em determinado momento do dia você percebe a alteração do clima; uma diferença de luminosidade, a cor das árvores. Quando se passam algumas horas a noite cai, e a escuridão toma conta do ambiente. Isso decorre da rotação da Terra, fornecendo a nós, ciclos de noite e dia. Tornou-se tão natural o dia virar noite, e vice-versa, ou ficamos tão acostumados a olhar em um relógio que esquecemos de olhar os sinais da natureza. Ela própria já anuncia a transformação, o outro lado.

Assim é Galahad, o mais virtuoso dos cavaleiros. Filho de Lancelot com a princesa Elaine, foi predestinado desde o ventre para ir em busca do Santo Graal. Como dito anteriormente, Lancelot foi impedido de prosseguir por sua natureza mundana. Mas, eis que seu filho retrata exatamente a outra face do pai, aquela que foi abandonada há muito atrás por causa de um amor proibido. É essa face que ergue-se para triunfar, e fechar um ciclo há muito iniciado. Sua apresentação à corte de Arthur não podia ser mais apropriada. Lancelot havia sido convocado até uma abadia, onde dezenas de freiras pediam-lhe que sagrasse cavaleiro um jovem sob seus cuidados. Lancelot concordou, e na missa de Pentecostes no dia seguinte, ele sagrou o jovem cavaleiro. Durante esse tempo, olhava para o jovem e tinha a sensação de estar olhando para si mesmo, na juventude.

Feito cavaleiro, Lancelot o convidou para cavalgar com ele rumo a Camelot, mas o jovem desculpou-se prometendo estar lá na hora combinada. Desta feita, Sir Lancelot cavalgou sozinho rumo à Camelot. Quando lá chegou, estranhos fatos se sucederam. O primeiro deles, foram os dizeres que surgiram sobre o "Assento do Perigo".

"Quinhentos anos após a morte de nosso Senhor Jesus, este assento será ocupado".

Data esta que correspondia exatamente ao dia em que se encontravam todos reunidos. Os cavaleiros concordaram em cobrir a inscrição, até que este cavaleiro ali chegasse. Em seguida, um guarda entrou pelo salão comunicando ao rei Arthur o surgimento de uma espada enterrada numa pedra de mármore, às margens do rio. Os dizeres do cabo diziam que ela só poderia ser retirada dali pelo melhor cavaleiro do mundo. Arthur conferiu essas tarefa a Lancelot, que gentilmente recusou lembrando de seus próprios pecados. O rei passou a missão a Gawain, que também declinou. Diante disso, enfureceu-se e ordenou a Gawain que tentasse. Assim, ele segurou a espada pelo punho e a puxou, mas sem obter sucesso.

Retornando todos à corte, enquanto iniciavam a ceia, ouviu-se um estrondo, seguido da entrada de um ancião de túnica branca e um jovem vestido de vermelho. Com palavras mansas, o ancião comunicava a chegada do maior de todos os cavaleiros e aproximando-se do Assento do Perigo, descobriu-o do manto que o envolvia revelando as novas letras que apareciam sobre ele:

"Este é o assento de Galahad, o poderoso príncipe".

Ante esta constatação, o jovem calmamente sentou em seu lugar observado por uma multidão perplexa por contemplar um cavaleiro sentar naquele lugar impunemente. A semelhança com Sir Lancelot foi notada por muitos, mas apenas a rainha Guinevere ousou dizer que Lancelot era seu pai. Sir Lancelot encheu-se de orgulho ao constatar que sagrara o próprio filho cavaleiro. Terminada a refeição, Arthur acompanhou Galahad até a margem do rio e lhe apontou a espada na pedra de mármore, completando que jamais havia presenciado algo assim (com memória curta com certeza...). Galahad sorriu e fez notar ao rei que ela estava destinada a ele, tanto que viera sem uma espada em sua cintura. Com um simples gesto, puxou-a suavemente aquela que havia pertencido ao cavaleiro Sir Balin, fechando mais um ciclo de infortúnios.

Desta forma, Galahad foi apresentado à Távola Redonda; um torneio de lanças foi realizado para festejar o momento. Galahad declinou da oferta de um escudo, apesar dos insistentes esforços dos demais. Nem mesmo essas desvantagem o impediu de derrotar a todos, um a um, exceto Sir Lancelot e Sir Percival, com quem não lutou. Mais tarde durante a ceia, um estranho fato se sucedeu. Um trovão sacudiu o castelo, seguido de uma luz intensa. Então, todos deram conta que havia uma presença divina no ar, mas ninguém emitia som algum. De repente, o Santo Graal surgiu no meio do salão e circulou perante o olhar maravilhado de todos os presentes, envolto na mais pura seda branca. Cada cavaleiro foi induzido a imaginar que havia ceado seu alimento e bebida favoritos. Então, tão repentinamente como havia surgido, o vaso sagrado sumiu e os cavaleiros recobraram a fala. Naquele instante, tanto Arthur como todos os cavaleiros sentiram um imenso vazio em seus corações; pois tendo contemplado a glória do santo Graal, como poderiam descansar enquanto não realizassem a maior de todas as aventuras? Todos juraram não descansar até que um deles fosse bem sucedido.

E assim. Arthur teve por um dia, a maior ordem de cavaleiros vista no mundo.

Galahad entretanto, saiu à busca do Graal, como todos os demais. Embora sua missão de nascimento fosse o seu objetivo maior, durante sua jornada até o vaso sagrado provou e consolidou seu destino de maneira heróica, como nenhum outro cavaleiro jamais o fizera. Além do ciclo de Lancelot, Sir Galahad com a conquista do Graal, que havia sido conduzido até a Bretanha por José de Arimatéia, que por linhagem era seu parente. O segundo, curou os ferimentos do rei Pellan, que nunca cicatrizaram desde que Sir Balin o atingira com uma lança – o mesmo Balin que havia se apossado da espada que deveria ser sua. Há de ser mencionado também o escudo com o brasão de José de Arimatéia, que também só poderia ser empunhado pelo melhor cavaleiro do mundo. E, embora suas façanhas fossem todas grandiosas, eram diferentes comparadas às dos outros cavaleiros. Embora todos fossem compelidos a tentar, seus resultados eram infrutíferos, pois Galahad nascera para aquelas aventuras, e somente ele haveria de triunfar. Esta parte da lenda de Arthur dedica-se a uma bela lição de vida: a busca por um ideal particular, que contagia os demais a sua volta a fazerem o mesmo. Todos possuímos uma missão pessoal, e nada que outra pessoa faça a favor ou contra mudará esta condição. Apenas você tem o direito de fazê-lo, apenas você tem a capacidade para fazê-lo. Os cavaleiros – muitos deles jamais retornaram – não compreenderam que uma missão pessoal deve ter apenas um vencedor, escolhido a dedo. Não por sua glória ou por seus feitos, mas por direito. E, principalmente, jamais confundir uma missão alheia como sendo sua. Cada um tem o seu próprio triunfo, seu sucesso esta à sua espera.

Embora a lenda do santo Graal seja de extrema beleza, pois ela marca a busca interior, a purificação do ser para uma transformação em algo mais profundo – e fascinante a todos os cavaleiros, apenas Galahad estaria capacitado, não por ser o melhor cavaleiro, mas por ser esta a sua missão. Quando de posse do Graal, Sir Galahad deixou o seu corpo físico, deixando apenas Sir Bors como única testemunha de seu feito – pois o outro presente, Sir Percival, viveu algum tempo após como um monge, morrendo cerca de um ano depois. Sir Bors retornou a Camelot onde muitos julgavam-no morto depois de tantos anos afastado. Arthur, saudoso dos tempos de glória, ordenou que a história da busca do Santo Graal fosse escrita e guardada mais tarde numa biblioteca de Salisbury. Sir Bors também transmitiu a última mensagem de Galahad a seu pai, Sir Lancelot. Para que lembrasse da fragilidade da vida humana; Lancelot entendeu prontamente, e chorou de forma copiosa.

E, ao contemplar a Távola Redonda com seus lugares vazios, Lancelot sabia que a glória de Logres estava próxima a terminar...

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A CRIAÇÃO DE CAMELOT


Camelot era o reino do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. Ele foi criado depois que Arthur conseguiu expulsar os saxões de sua terra, ganhando com isso a aliança dos inimigos. Antes, Arthur morava no Castelo de Tintagel, onde era a base de seu reino. Em Camelot, Arthur construiu a sala da Távola Redonda e foi aí que começou a ser criada a ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda (que eram todos os homens feitos cavaleiros por Arthur). O local era em cima de uma montanha, rodeado por um lago e muito fortificado visto que a altura facilitava a visão da guarda. Foi ali que Arthur conseguiu a felicidade e a calmaria.

Camelot seria o reino onde Arthur estabelecera sua corte, mas onde ficava Camelot e de onde teria surgido este nome?

Supõe-se que o nome Camelot, referindo-se à suposta capital de Arthur, tenha sido dado pela primeira vez, no século XII, pelo romancista francês Chrétien de Troyes. Não há nenhuma garantia histórica sobre a existência de tal capital e essa idéia só entra na história depois que o general Arthur se transformou mitologicamente na figura do rei. Acredita-se que Camelot seja uma corruptela francesa para Camalodunum, nome romano de Colchester. Em 1542, um antiquário chamado John Leland visitou a colina de Cadbury (ao lado), em Somerset, que os habitantes chamavam de Palácio de Arthur, e ficou realmente convencido de que lá ficava a Camelot de Arthur, o que levou a chamá-la de Camelot e interpretar erroneamente o nome da vila vizinha de Queen's Camel, dizendo que originalmente poderia ter-se chamado Queen's Camellat. Essa associação infeliz ocultou as prentenções de Cadbury ser a verdadeira fortaleza de Arthur.

Cadbury, próxima a Glastonbury, é um monte de 75 metros de altura cujo topo se estende por 8 hectares. O monte é cercado por quatro elevações, uma acima da outra, remanescentes de antigas obras de defesa. Em 1960, provou-se que o local foi habitado entre 500 e 400 a.C.; que os romanos a encontraram ocupada, massacraram alguns de seus habitantes e removeram o restante para o nível do solo; e que mais tarde desmantelaram o forte e aplainaram o topo da colina. Outro estágio das escavações arqueológicas revelou que a colina havia sido refortificada em 470 d.C., fato provado pela presença, nos muros e pilares, de fragmentos de cerâmica do estilo Tintagel do século V.

Os locais foram sugeridos para a capital de Arthur, como Caerlon-on-Usk, no País de Gales, mostrado nos textos de Godofredo de Monmouth. O patrono de Willian Caxton, que editou a versão de Malory da lenda de Arthur, afirmava que existia uma cidade de Camelot, no País de Gales, que parecem ser os remanescentes romanos de Caerleon. Já Malory identificava Camelot como sendo a atual Winchester. No entanto, parece que as maiores evidências são para a Colina de Cadbury como a fortaleza de Arthur, já que esta servia perfeitamente como quartel-general para alguém que estivesse lutando no sudoeste da Inglaterra, em uma batalha travada no perímetro da planície de Salisbury.

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